Por: Lucimara

Literatura de cordel resumo

A literatura de cordel é muito comum em alguns estados brasileiros. Confira no post um pequeno resumo sobre este gênero literário popular.

Livros de cordel

A literatura de cordel é bastante comum no Nordeste do Brasil.

A literatura de cordel, também conhecida aqui no Brasil como folheto, é originária de Portugal, ela foi trazida ao país pelos portugueses no século XVIII. Trata-se de um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos.

O nome é originário da maneira como tradicionalmente os folhetos eram expostos para a venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. Mas aqui no Brasil somente o nome foi herdado, pois a tradição do barbante não se perpetuou.

Alguns poemas da literatura de cordel são ilustrados com xilogravuras, as quais também são usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos.

Os autores ou cordelistas (como também são chamados) recitam os versos de forma melodiosa, acompanhados de viola. Também fazem leituras ou declamações empolgadas e animadas para conquistar mais compradores.

A fim de unir os representantes deste gênero literário, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a qual possui sede no Rio de Janeiro.

A literatura de cordel é produzida basicamente no Nordeste, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará. Ela costuma ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Atualmente, também está presente em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, onde o cordel costuma ser vendido em feiras culturais, livrarias, casas de cultura e nas apresentações dos cordelistas.

Autores cordelistas brasileiros

Cordel em exposição

• Apolônio Alves dos Santos
• Arievaldo Viana Lima
• Cego Aderaldo
• Elias A. de Carvalho
• Expedito Sebastião da Silva
• Firmino Teixeira do Amaral
• Francisco das Chagas Batista
• Francisco Sales Arêda
• Gonçalo Ferreira da Silva
• João Ferreira de Lima
• Joaquim Batista de Sena
• José Camelo de Melo Resende
• José Costa Leite
• José Pacheco
• Leandro Gomes de Barros
• Manoel Camilo dos Santos

Os recursos narrativos mais usados nos cordéis são as descrições dos personagens em cena e os monólogos, sempre relatando súplicas, queixas, rogos e preces por parte do protagonista.



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